Talvez você nunca tenha se perguntado sobre qual a razão de a igreja eleger seus presbíteros e diáconos, considerando que eles são instituídos por Deus e não por homens. Saiba, portanto, que em primeiro lugar esta é uma ordenança bíblica para a igreja de Cristo. Observe:
“E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (Atos 14.23).
“Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as cousas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi” (Tito 1.5).
A escolha de homens qualificados espiritualmente para guiar o povo de Deus nunca foi capricho humano para encontrar sua liderança, mas o Senhor usou seus apóstolos para estabelecer esse modelo. Porém, esses dois versículos nos mostram mais do que apenas o princípio da eleição.
1 - A eleição de oficiais é uma responsabilidade corporativa
Note que as Escrituras deixam muito claro quais são os critérios e qualificações necessárias para o exercício do ofício. Contudo, a responsabilidade de escolher era da congregação. Evidentemente, trata-se de uma imensa responsabilidade de uns para com os outros e, sobretudo, diante de Deus.
2 - A piedade precede a escolha
Não há dúvidas de que nós devemos orar antes de tomar qualquer decisão, colocando diante de Deus a situação e o nosso próprio coração. Contudo, há questões que carecem do direcionamento divino de modo especial, como é o caso da eleição dos guias espirituais da igreja. Jamais uma igreja deve escolher oficiais sem a prática da oração, seria um modo carnal de fazê-lo.
3 - O governo é plural
Nos dois textos, fica evidente que a eleição é para “Presbíteros”, no plural. Isso indica que a igreja não deve ser governada por uma única pessoa, mas um conselho de homens piedosos e sábios, que manejam bem a Palavra de Deus para tomar decisões segundo a vontade dele.
4 - A eleição possui critérios prescritos
A igreja não deve votar em ninguém que não possua os critérios espirituais estabelecidos pelas Escrituras. Infelizmente, muitos chegam no momento da eleição, considerando ser um momento meramente administrativo, apenas para cumprir um rito constitucional, e votam pelos critérios errados. Alguns optam pela simpatia, afinidade, interesse, faixa etária (seja para “conservar” ou para “renovar” o conselho), influência, representação familiar, politicagem, vingança ou outros inúmeros critérios para o voto que não são critérios adequados.
Conclusão
Diante disso, há duas coisas a serem feitas urgentemente. Em primeiro lugar, ore e jejue. Coloque a sua vida diante do Senhor e peça a ele que coloque em nossa igreja líderes fieis, homens tementes a ele e que amem a sua Palavra e o seu Reino. Não negligencie o poder da oração, tampouco a sua necessidade.
Em segundo lugar, leia e releia os textos de 1 Timóteo 3.1-13 e Tito 1.5-9. Reflita sobre os critérios dados por Deus nesses textos e observe quais são os homens que se adequam a tais critérios. Encontre homes maduros, cujas qualificações domésticas, intelectuais, morais, espirituais e sociais são condizentes com estas prescritas pelo Senhor. Que Deus nos abençoe!