Categoria: Artigos
Data: 24/01/2026

O SURGIMENTo dos povos, tribos, línguas e nações

Para nós parece muito natural falar em muitos povos ou nações, pois nós já nascemos em um mundo dividido geopoliticamente. Contudo, até aqui “em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar” (Gn 11.1). Porém, o capítulo 10 apresenta um “quadro de nações” - e de novas línguas - e o capítulo 11 nos explica como esse quadro foi formado - e as línguas surgiram.

Moisés mostra que a humanidade está em uma rebelião contra Deus e suas ordens. Os filhos de Noé deveriam se multiplicar e encher a terra (Gn 9.1), especificamente povoando toda a terra e se espalhando por ela (Gn 9.7) - a mesma ordem dada a Adão (Gn 1.28). No entanto, eles se ajuntaram na planície de Sinar e habitaram ali (Gn 11.2).

O pecado não foi construir uma cidade, mas desobedecer as ordens expressas de Deus. Muitos outros construíram cidades, mas esses descendentes de Noé queriam edificar “uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus” e, assim, tornar célebre seus nomes, para que não fossem espalhados por toda a terra (Gn 11.4).

Então, o surgimento das línguas surge em decorrência de um juízo de Deus sobre toda a humanidade (Gn 11.5, 7). O propósito de Deus era dispersar a humanidade sobre a terra (Gn 8-9), para isso Deus confundiu a linguagem dos homens e assim surgirão muitas línguas e, como consequência, muitos povos, tribos e nações.

A MITIGAÇÃO E A REVERSÃO DA MALDIÇÃO

A consequência desse juízo é vista em toda a história do povo de Deus, pois quando Deus chama e forma um povo para si - a nação de Israel - muitos outros povos têm intenções contrárias ao propósito divino e se voltam contra Israel - nós veremos cada povo ou nação inimiga. A maldição, porém, não é para sempre e ela não recaiu sem os lenitivos misericordiosos de Deus para com seus eleitos.

MITIGAÇÃO - Embora a partir da confusão das línguas tenha surgido várias nações, Deus chama um homem, Abraão, e promete que ele seria pai de uma única, mas muito grande e numerosa nação (Gn 17.6). Enquanto os homens buscavam para si um nome grandioso por meio de suas obras, Deus prometeu engrandecer o nome de Abraão e abençoá-lo (Gn 12.2). Além disso, enquanto os homens de Babel queriam chegar até os céus, “a habitação dos deuses” (Gn 11.4), o próprio Deus promete ser o Deus de Abraão e sua família (Gn 17.8).

REVERSÃO - Em seus propósitos, Deus ainda irá reverter completamente essa maldição (ou retirá-la de sobre o homem). Isso se iniciou no Dia de Pentecostes, em Atos 2. Ali, o Espírito Santo concedeu aos discípulos falarem em outras línguas (At 2.4) e pessoas que ainda não haviam ouvido, recebido ou compreendido o Evangelho puderam “ouvir falar na sua própria língua” (At 2.6). Há dois milagres ocorrendo em Atos 2, o falar em línguas e o ouvir em sua própria língua.

A Bíblia não nos mostra como isso acontecerá na eternidade, mas haverá uma “grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!” (Ap 7.9-11).

DE TODAS AS LÍNGUAS, UM ÚNICO NOME

Na confusão das línguas em Babel, os construtores anônimos desejavam tornar seus nomes famosos. Contudo, isso lhes foi impossível - ou você conhece algum construtor de Babel pelo nome? Já no capítulo 12, quando Deus se revela a Abraão, uma de suas promessas é um nome exaltado. Ter um nome exaltado é algo que Deus faz. E isso não tem a ver com ser famoso, como pensamos em nossos dias. No livro de Apocalipse, Jesus revela aos fieis que ao vencedor, aquele que perseverar até o fim, será dado um novo nome em uma pedrinha branca (Ap 2.17). Esse novo nome aponta para um novo caráter - um caráter santo, reto e justo. Mas há um nome soberano, um nome que se eleva acima de todos os outros nomes.

De todas as línguas, um único nome será elevado sobre os demais, "porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos", o nome de Jesus Cristo (At 4.12). E um dia haveremos de cantar: "De todas as tribos, muitos virão te louvar [....] Bendito seja sempre o Cordeiro, Filho de Deus, raiz de Davi. Bendito seja o Seu Santo Nome, Cristo Jesus".




Autor: Rev. Talmay Rohrer   |   Visualizações: 30 pessoas
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